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A Maçonaria que não conhece a sua história está condenada a repeti-la

camisa amarelaAtualmente o Brasil tem enfrentado uma de suas maiores crises políticas, o que tem incitado maçons e grupos de maçons a defenderem a bandeira da atuação política da Maçonaria, muitas vezes apelando à suposta atuação política da Ordem na história do Brasil.

Muitos são os maçons, Lojas ou até mesmo Obediências maçônicas brasileiras que acreditam que, na qualidade de maçons ou da Maçonaria, podem exprimir opiniões favoráveis ou contrárias a algum político ou partido político.

Deve-se levar em consideração que, em 1938, a Grande Loja Unida da Inglaterra e as Grandes Lojas da Escócia e da Irlanda publicaram conjuntamente, “The Aims and Relations of the Craft”, que basicamente é a relação dos princípios fundamentais da Maçonaria, que garantem a regularidade dessas três Grandes Lojas e daquelas que as mesmas reconhecem ou venham a reconhecer. Esses princípios são compreendidos como universais pela comunidade maçônica regular internacional. Observe com atenção o item 6 de tais princípios:

 Enquanto a Maçonaria inculca em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e de cidadania, reserva-se ao indivíduo o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos. Entretanto, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas (GRIFO NOSSO).

 Ora, tendo a Ordem Maçônica seu aspecto de universalidade no que tange a religiões e convicções políticas, que se autodeclara eterna defensora das liberdades civil, religiosa, política e intelectual, como poderia a mesma permitir um posicionamento maçônico que emita preferência política a favor ou contra quem ou o que quer que seja, sem desrespeitar o direito universal de seus membros, independente se maioria ou minoria, e, principalmente, sem desrespeitar sua própria natureza?

É por essa razão que uma das obrigações maçônicas mais antigas declara que “um maçom na sua qualidade maçônica não faz nenhum comentário sobre política, ou que possa ser interpretado como se aliasse sua Grande Loja com um determinado partido político ou facção”.

E a Maçonaria Regular leva esse princípio e essa regra muito a sério. Tanto que, há poucos anos atrás, a Grande Loja Nacional Francesa perdeu o reconhecimento das mais importantes Grandes Lojas da Europa, da América do Norte e de outras partes do mundo, simplesmente por ter publicado uma carta aberta de apoio a um candidato. E muito precisou ser feito para que a GLNF começasse a recuperar, aos poucos, tais reconhecimentos. No entanto, por alguma razão, algumas instituições maçônicas brasileiras cometeram irregularidade idêntica na última eleição presidencial. Sorte que a repercussão de uma carta aberta da Maçonaria no Brasil tem muito menos relevância, impacto e divulgação do que em outros países.

Mas você tem total direito de pensar que, se for para a Maçonaria mudar o país, “vale o risco”. Entretanto, parafraseando Burke, “a Maçonaria que não conhece a sua história está condenada a repeti-la”. Convido-o a analisar quais foram as consequências da atuação política da Maçonaria brasileira:

Em 1816 é fundada em Pernambuco a Grande Loja Provincial de Pernambuco, tendo como seu Grão-Mestre o Irmão Antônio Carlos de Andrada e Silva. Ela era subordinada ao Grande Oriente Brasileiro, fundado em 1809, em Salvador – BA, a verdadeira Primaz do Brasil (não confundamos com o Grande Oriente do Brasil, fundado apenas em 1822, no Rio de Janeiro). Essa Obediência pernambucana, em menos de um ano depois de sua fundação, foi a principal promotora da Revolução Pernambucana. Resultado: uma lei régia de 1818 proibiu o funcionamento da Maçonaria no Brasil, fechando as portas do Grande Oriente Brasileiro, de sua Grande Loja Provincial de Pernambuco e de todas as suas Lojas. E a Maçonaria brasileira demorou quatro anos para se recuperar do tombo e se reorganizar.

Então chegamos no período entre junho e setembro de 1822, utilizado como argumento maior dos defensores de tal atuação política por parte da Ordem, quando temos o surgimento do Grande Oriente do Brasil e sua intenção de promover a independência do Brasil. Com apenas três Lojas (a anterior, de iniciativa nordestina, tinha 09 Lojas quando foi fechada), o GOB já se encontrava totalmente dividido pela questão política, tendo à época a polarização entre a turma de Lêdo e a turma de Bonifácio. Um grupo perseguia o outro pública, política e legalmente. Isso foi bom para a fraternidade? Certamente que não. Havia harmonia nas Lojas e na Obediência? Com absoluta certeza, não. E dessa vez valeu a pena? Vejamos… O GOB não colaborou com a Independência, realizando uma reunião sobre o assunto dois dias após Dom Pedro I já tê-la declarado e comemorado em São Paulo, e um dos primeiros atos do novo Imperador foi ordenar o fechamento das portas da Obediência e suas Lojas, proibindo a Maçonaria, o que fez com que a Ordem, mais uma vez, adormecesse. Dessa vez por uma década inteira.

Poderíamos prosseguir com tal análise histórica, como na Era Vargas e na Ditadura Militar, mas não se faz necessário. Fato é que, quando as organizações maçônicas brasileiras se envolveram em questões políticas, elas sucumbiram ou traíram seus próprios princípios e membros, tornando-se apoiadoras de regimes não democráticos (mesmo a Maçonaria sendo a mãe da democracia moderna) e às vezes até expulsando, ou pior, delatando, membros da Ordem que eram no mundo profano declaradamente de ideologia oposta a tais regimes outrora instalados. Resumindo, a atuação política da Maçonaria brasileira (clara irregularidade maçônica) só obteve como resultado sérios prejuízos à fraternidade, entre perseguições e injustiças a irmãos; divisões; traições; adormecimento institucional; desvirtuação e descumprimento de princípios; etc. E nós, como maçons, não podemos permitir que tal irregularidade e tamanhos prejuízos continuem a ser produzidos pela simples vaidade de alguns irmãos que querem se declarar membros de uma instituição protagonista de mudanças políticas.

Afinal de contas, Maçonaria é uma bela escola de moralidade, baseada em alegorias e símbolos. Não é partido político nem tem objetivo ou finalidade questões políticas. Seu objetivo de promover a felicidade da humanidade é pelo amor, pelo auto aperfeiçoamento, pela tolerância pelo respeito às opiniões de cada um, ou seja, princípios e valores morais que ela ensina. Não é por meio da derrubada, permanência ou mudança de políticos, partidos ou regimes de governo. Se um maçom deseja isso (e tem total direito de desejar), que corra atrás, mas bem longe da Maçonaria, sem uso do esquadro e do compasso para tal.

Se uma Loja ou Obediência comete a irregularidade maçônica de apoiar A, como ficam os maçons, mesmo quando minoria, que apoiam B, C ou D? Ou mesmo, que optam pelo voto nulo ou em branco? Desde quando deixamos de nos colocar no lugar do próximo, de dar o benefício da dúvida, para nos tornarmos os detentores da verdade absoluta? Desde quando a seara política se tornou um campo preto e branco, de lado 100% certo e outro 100% errado?

O maçom, na qualidade de cidadão, tem total direito e até dever cívico de atuar politicamente. Enquanto maçom, não. Se exigimos o terno ou balandrau preto dentro de Loja, e temos uma justificativa de neutralidade e universalidade para isso, não podemos concordar com uma camisa amarela ou vermelha estampando o esquadro e o compasso. Nosso primeiro dever enquanto maçom é preservar a Maçonaria. E não é isso que temos visto por aí. Não precisamos estar condenados a repetir os mesmos erros do passado. Sejamos melhores que nossos antecessores, ou essa escola de moralidade não estará cumprindo seu dever de aperfeiçoamento moral a que se tem prestado há séculos.

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Discussão

35 Respostas para “A Maçonaria que não conhece a sua história está condenada a repeti-la”

  1. Um texto lúcido e conhecedor de nossa história. Parabéns!

    Enviado por José Carlos Vieira | 25 de abril de 2016, 11:24
    • E como os maçons combatem à Tirania, se existe um partido político tirano? Como se manifesta contra a corrupção nos dias de hoje?

      Enviado por Paulo Caron | 29 de maio de 2016, 21:54
      • Meu irmão Paulo Caron, no cenário brasileiro até o conceito de tirania tem sido relativo.
        Quem pode dizer com absoluta certeza que este ou aquele partido é tirano?
        Quanto à corrupção, a melhor maneira de se manifestar contra ela é pelo bom exemplo e a boa instrução.
        Um homem de caráter é capaz de influenciar no caráter de outros homens ao seu redor. Estamos fazendo isso, em nosso dia-a-dia? Ou estamos tão preocupados em agitar bandeiras que acabamos nos esquecemos de vencer nossas paixões?

        Enviado por Salvatore | 21 de junho de 2016, 15:48
  2. Muito bom o artigo, concordo contigo, parabéns!

    Enviado por Rodrigo de Oliveira Menezes | 25 de abril de 2016, 17:28
  3. Concordo plenamente com o Ir. Kennyo Ismail, pois afinal se fomos cinquenta e quatro milhões que teríamos errado ao votar, todos temos o dever de escolher melhor nossos candidatos na próxima eleição. Isso não significa que temos de seguir diagramação imposta por grandes mídias ou lideranças interessadas em obter o poder a qualquer custo. Se somos livres e de bons costumes, devemos respeitar as leis, e usar a prerrogativa legal para corrigir rumos, ou seja o voto no momento certo e previsto na Lei eleitoral.

    Enviado por Márcio Aparecido Amorim | 25 de abril de 2016, 18:13
  4. Excelente! Já sai de 2 lojas por isso. Tfa

    Enviado por João Pedro | 25 de abril de 2016, 19:27
  5. Parabéns ao ilustre escritor e amado Ir. Kenyo por esse oportuno e lúcido texto. Uma exortação séria e bem fundamentada para instituições que estão se arvorando na mídia e se arriscando no lamaçal da política partidária em defesa dessa ou daquela bandeira. Por melhores que sejam as intenções, isso não combina e até afronta os princípios da Maçonaria Universal. A Maçonaria não pode se deixar amarrar por esse cipoal de interesses centrados no poder pelo poder no qual se transformou claramente a política brasileira. Prudência! Liberdade! levantem as asas sobre nós…

    Enviado por Geraldo Mendes | 25 de abril de 2016, 22:22
  6. com todo o carinho e respeito que o Ir sabe que nutro por vc, deve saber q eu não me furtaria a comentar esse post, q trata de matéria em q divergimos um pouco… rs
    justamente por conhecermos a história, sabemos dos motivos para o clérigo Anderson ter inserido essa “regra” em suas constituições, de onde os princípios de regularidade a herdou: não foi para manter fraternidade, nem para inspirar respeito, nem nada… foi para evitar possíveis revoltas, vez q as Lojas eram sabidamente os veículos de informação da época… uma vez interrompido o ciclo de informação, dificultava-se a comunicação e assim por diante… fato… ainda bem que Inglaterra era Inglaterra e França era França, ou então sabe-se lá quando o Absolutismo teria sido derrotado e os direitos humanos proclamados… ainda bem que Gonçalves Lêdo não fora um “Caxias maçônico” (q ainda engatinhava) e lutou por uma real independência, contra os acordos de José Bonifácio, ou, também, sabe-se lá quando o Brasil deixaria de ser uma colônia de exploração…
    sabe-se lá quando a escravatura seria abolida…
    mas meu ponto principal está acima disso: acima dos princípios de regularidade (q são usados apenas para tratados de reconhecimento), está um princípio, justamente ao lado da fraternidade e da caridade, que me é muito caro, a VERDADE…
    eis o principal princípio que me norteio na Maçonaria: a busca pela verdade… e essa busca inclui conviver, sim, com o contraditório, nunca, jamais, se auto-proclamar dono da verdade absoluta (incoerente com próprio princípio), respeitar o direito alheio à ter opinião (não à opinião, em si, pois nada pode ser mais incoerente do q respeitar algo que vc discorda) e à expressa-la (convivência com o contraditório)… e como se poderá buscar a verdade, se existe esse tipo de censura ? “olha, busquemos a verdade, menos em relação à política e religião”… a fraternidade não está na omissão e nas vistas grossas q fazemos à um Ir q discordamos, está em tentar ajudar o Ir a saber a verdade e, oras, se os errados formos nós, ter a honestidade e humildade suficientes para admitir nossos erros e reformular nossas posições ! mas buscarmos JUNTOS, fraternalmente, e encontrarmos, JUNTOS, a verdade! q é o q importa ! e não nos furtar, em prol de uma virtual fraternidade… fraternidade essa baseada em abençoada ignorância ? seria melhor ? todos ignorantes, mas felizes ? até quando duraria essa felicidade ?
    como uma escola moral, creio q há subsídios suficientes na Maçonaria para aprendermos a desempenhar dessa forma…
    e, também como uma escola moral, não dá pra vermos, calados, um Ir ainda insistir em defender o q é indefensável, se posicionar favoravelmente à um grupo comprovadamente criminoso… e é isso que meu querido Ir propõe… mas penso diferente…
    temos o dever moral de apontar o erro desse Ir e tentar ajuda-lo a vencer esse vício… se não, não faz sentido ser Maçom…

    Kennyo Ismail – Querido Irmão Rodolfo, obrigado pelo seu comentário. Você diz que neste assunto divergimos um pouco. Digo que é bem pouco. Sobre essa regra ter sido inserida por Anderson, devo registrar que era uma Old Charge que foi mantida por Anderson. Prova maior é que ela constava também nas leis da Grande Loja dos Antigos, da Irlanda e da Escócia, três que não eram nem um pouco fãs de Anderson. Não ouso fazer suposições da razão da mesma ter sido criada e do motivo de Anderson tê-la mantido, assim como Dermott nos Antigos, etc. Seriam apenas suposições sem qualquer indício que me ajudasse a sustentá-las. Mas o fato é que a regra, mais antiga do que Anderson, foi reforçada em pleno século XX pelas Grandes Lojas da Inglaterra, Irlanda e Escócia e aceita por todo o mundo maçônico regular.
    Sobre os comentários históricos, convido-o a refletir comigo. Não existe apenas o universo maçônico, óbvio. Lêdo não lutou pela independência e contra Bonifácio apenas entre Colunas. Lutou no mundo profano, como cidadão e formador de opinião, por meio de seu jornal, etc. Esta era a luta correta, no meio correto. Se eles não tivessem travado a luta entre Colunas, o GOB não teria sido fechado por dez anos. Os discursos de Ledo em Loja não ajudaram em nada na independência. Já as matérias não-maçônicas em seu jornal talvez sim. Sobre esse assunto, diga-se de passagem, a Independência ocorreria da mesma forma sem a existência de Lêdo, mas não ocorreria sem a existência de Bonifácio (enquanto profano e não enquanto maçom). No entanto, os maçons preferem ter Bonifácio como vilão. Voltando ao assunto, veja que em momento algum falo em “não lutar” ou algo parecido. Mas que as lutas sejam travadas sem o esquadro e o compasso. Afinal de contas, diferente do que escreveu, não existe lutas apenas dentro da Maçonaria ou se a Maçonaria estiver envolvida. Na verdade, todas as que existiram no Brasil teriam praticamente o mesmo desfecho sem a participação, ou mesmo a existência da Maçonaria. E isso é algo bom, visto que esse não é o objetivo da Maçonaria.
    Sobre a busca da verdade, concordo contigo. Entendo que você e a maioria dos maçons brasileiros fazem uma interpretação errada das regras. Não entendo que a discussão sobre política (políticas públicas, e não partidária) seja proibida, assim como a discussão sobre religiosidade (e não sectária). E nem defendi isso, que fique bem claro. O que entendo como princípio maçônico, que é o que está disposto no artigo, é que nenhum maçom, Loja ou mesmo Obediência pode dizer ou deixar a entender que a Maçonaria está do lado A ou B em questões políticas. Que cada maçom lute, mas lute como um cidadão, sem o esquadro e compasso estampado no peito. Os resultados serão os mesmos e não se desrespeita a Maçonaria.
    Sobre termos o dever moral de apontar o erro de um irmão, de julgar suas escolhas políticas ou religiosas como um vício, discordo e entendo que isso fere de morte os princípios maçônicos de fraternidade, de respeito mútuo, de neutralidade. Acho totalmente antiético. Acredito que em política e religião não há que se falar em certo e errado. Devemos sempre dar o benefício da dúvida a um irmão.

    Enviado por RODOLFO A GERMANO | 27 de abril de 2016, 0:18
    • O Título desta matéria ilustra muito bem essa pequena divergência.

      Sempre digo aos irmãos de minha Oficina que és o maior escritor maçônico brasileiro da atualidade e o digo com orgulho.

      Enviado por Guilherme | 23 de maio de 2016, 1:19
  7. Bem assim!

    Enviado por Tiago Branco | 27 de abril de 2016, 8:21
  8. Belo texto Ir.’. Kennyo. Quando dissemos que utilizamos a virtude da Liberdade para conhecer a Verdade, colocamos nosso parecer individual de Brasil e mundo, para realizarmos escolhas. São Tomás De Aquino já dizia ” Inteligências diferentes, Verdades diferentes”.

    Enviado por Alvaro Marcos De Conto | 27 de abril de 2016, 8:24
  9. Parabéns pela coragem Ir.: Kennyo. Fácil andar no consenso midiático. Difícil é ter a coragem de sustentar a divergência. Essa necessidade de a Maçonaria se posicionar sobre tudo e sobre todos, em quer se apresentar como protagonista, em todos os momentos nos fere de morte. A atuação pública é, e sempre nos foi nociva. Parece que neste momento crucial de cultivar o respeito à autoridade e a crença de cada um, está faltando estudo e sobrando ego. Muito ego.

    Enviado por willian paulo pereira | 27 de abril de 2016, 21:55
  10. A maconaria esta totalmente certa em nao entrar em politica, mas nao pode se omitir levando se em conta o alto grau dos seus filiados, que ao verem um povo enganado, roubado sem seguranca sem medicos com uma educacao precária , ver o comercio e industria demitindo e fechando, ver corrupcao em quase tudo e se calar. Calar para nao perder a moral diante de outras entidades , se isto for maconaria ver injusticas e nada fazer entrego meu balandral na proxima semana . Pois acima da maconaria meu carater meu sangue e minha consciencia falam muito mais alto.

    Kennyo Ismail – Passei na frente de uma escola hoje. Essa escola está omissa, calada! Está vendo injustiças e não fazendo nada! Os professores dela têm alto grau de escolaridade! Um absurdo! Depois passei na frente de um hospital e… esse hospital está omisso, calado! Vendo injustiças e nada fazendo! Os médicos dele têm alto grau de escolaridade! Um absurdo! Esses professores e médicos deveriam pedir demissão e entregar seus diários e jalecos na próxima semana, pois seus caráteres e consciências devem falar muito mais alto! Ou… essas instituições estão caladas porque ativismo político não faz parte de seus objetivos institucionais. Talvez porque essas instituições respeitam as opiniões políticas de seus colaboradores. E porque esses professores e médicos podem lutar pelo que acreditam fora dessas instituições, como cidadãos, que é a maneira correta. Pense sobre isso…

    Enviado por Paulo sambulski | 28 de abril de 2016, 17:42
  11. Estava esperando algum maçom se pronunciar criticamente a este fato. Eu, particularmente, estava sem entender o movimento. Vi explicações que no máximo iam até um “É só um slogan. Não fala em nome da maçonaria em si”. Difícil era explicar isso para os mais leigos que eu.

    Agora, vez ou outra que um amigo percebe meu interesse na ordem, já me questiona: “Sois golpista?”. Já ha tanto folclore negativo, agora mais este. “A maçonaria é toda a favor destes e daqueles. Isto é a maçonaria.”

    Enviado por Cayo Cesar | 30 de abril de 2016, 5:09
  12. Ir Kennyo,

    Belo artigo que escreveu, peço-lhe permissão para lê-lo em minha loja no tempo de estudos!

    Com meu TFA

    Luciano

    Kennyo Ismail – Meu Irmão Luciano, fique à vontade para utilizar os posts do blog em Loja. TFA.

    Enviado por Luciano Colares Dutra | 3 de maio de 2016, 11:31
  13. Belo texto Ir Kennyo e digo que me foi muito esclarecedor e me fez repensar.

    Já imaginou se uma parte da Maçonaria saísse de vermelho com esquadro e compasso no peito gritando “Não ao Golpe” e outra parte da Maçonaria saísse de verde e amarelo com esquadro e compasso no peito gritando “Fora Dilma” ? Quem confusão na cabeça da sociedade… Realmente temos que tomar cuidado com posições pessoais e não envolver a Ordem desta forma.

    Enviado por Luis Fernando | 3 de maio de 2016, 19:12
  14. Amado ir Kenyo, sou leitor do site e tive o prazer de encontrá-lo em loja. Sou simpático ao posicionamento da Ordem uma vez que nao vi posicionamento enveredando ao lado A ou B.
    O que vi foi uma reação forte contra escândalos de corrupção que assolam o país. Note que a própria imagem do artigo contradiz o conteúdo.
    Também vi um admirável respeito pelo contraditório, pela ordem pública, pelos símbolos nacionais e pela constituição. Porém, obtivemos forte eco de nossas reivindicações por um dos lados em disputa e não creio que isso por si só se traduza em apoio partidário.
    As consequências dos desmandos em nossa política nos trouxeram a corroborar um clamor popular por um dispositivo constitucional que é o meio legal para a solução do embroglio que o pais se meteu.

    Um forte e fraterno abraço

    Kennyo Ismail – Meu Irmão Alexandre, vimos coisas bem diferentes. Vi Obediências declarando apoio a candidato X do partido X. Vi Lojas se manifestando contra o partido Y. E vejo todos os dias publicações no facebook utilizando-se do esquadro e compasso, dos termos “Maçonaria” e “Maçons”, contra ou a favor de determinados políticos ou partidos. A imagem do artigo não contradiz o conteúdo, visto que o conteúdo é muito claro quanto a proibição maçônica do uso da imagem da Maçonaria para fins políticos, que é exatamente o que se vê na imagem. Abraço fraterno.

    Enviado por Alexandre Lopes | 9 de maio de 2016, 1:01
  15. Quanta lucidez! Concordo demais com seu texto. Muito obrigado, meu Ir.’. Kennyo! T.’.F.’.A.’.

    Enviado por S.Bezerra | 25 de maio de 2016, 15:48
  16. Onde está escrito que é a Grande Loja da Inglaterra que decide o que os maçons brasileiros ou não devem fazer?

    Ou o maçom não é livre para lutar pelo que acredita?

    É por essa e por outras que as cunhadas vivem me perguntando para que serve a maçonaria…

    Enviado por Carlos | 31 de maio de 2016, 13:47
    • Carlos, se você não fosse maçom, se a maçonaria sequer existisse, você deixaria de se indignar com as mesmas coisas que está indignado hoje?
      Então… suas convicções são suas, como homem e como cidadão brasileiro. Não pertencem à ordem.
      O que impediria você é outros irmãos de fundar um movimento revolucionário? Nada! Mas não seria justo dar o nome da ordem a esse movimento, ainda que ele só incluísse maçons. Porque ao usar o nome da ordem, você declararia que é um posicionamento da ordem em si, obrigando ao mesmo rótulo irmãos que talvez não concordassem.
      Conheço muitos irmãos sindicalistas e engajados em movimentos de esquerda; conheço vários irmãos que se posicionam à direita, incluindo alguns que defendem o fascismo. A qual deles deve ser dado o direito de dizer “esta é a posição da maçonaria!”? A nenhum… Como maçons devemos subjugar nossas paixões e intransigência aos princípios que nos unem. Dentro da loja, aprendemos a amar como irmãos aqueles que têm idéias contrárias às nossas e também aqueles que não têm ideia alguma.
      Como aprendiz, acredito que isso responde ao questionamento feito por “algumas cunhadas”.

      Enviado por Salvatore | 21 de junho de 2016, 16:33
  17. Muito bom ler este texto, meu irmão, porque ele dá corpo a ideias que em minha mente não tinham formas definidas.
    Via de regra, um candidato só é recebido entre colunas após ser examinado seu caráter. Ou seja, em tese antes de ser reconhecido como maçom cada um já era um homem que buscava a justiça e a verdade. Por que é tão difícil para alguns entender que a ordem apenas os auxilia na busca que já estava em seu íntimo? Por que essa necesidade de estampar emblemas da ordem no peito, na testa…? Será o orgulho de poder gritar que MEU time, MEU partido… neste caso MINHA ordem é a melhor? A busca de um reconhecimento pelos resultados torna-se então maior do que a busca dos resultados em si?
    Como maçons, aprendemos a tornar melhor aquilo que já trazíamos de bom.
    Não há nada de errado em maçons se unirem em um movimento de reforma ou revolução. Só que devem fazer isso como homens, como cidadãos, deixando de fora o nome da ordem. Por que é tão difícil entender isso?
    É diferente do exemplo sobre médicos e professores.
    Um professor e um médico precisam, muitas vezes, se envolver em lutas de classe – greves, assembleias, manifestações etc. Alguns deles, inclusive são maçons, mas sabem separar as coisas.
    Se um dia a maçonaria for atacada ou perseguida diretamente, aí, sim, teremos que pensar em uma defesa ou reação enquanto maçons. Mas enquanto a causa for comum a todos os brasileiros, chega a ser egoísmo querer levantar uma bandeira excludente – a da ordem – em vez de nos posicionamos apenas como brasileiros.

    Enviado por Salvatore | 21 de junho de 2016, 16:17
  18. Confesso que ainda sou aprendiz. Não sei se algum dia deixarei de se-lo. Inicialmente o que me chamou atenção foi o “envolvimento” ou melhor, a participação (que se diz entre os profanos) da Maçonaria na formação das regras na sociedade. Pelo que estudamos nada disso é verdade! Mas para meu melhor entendimento um irmão lembrou que a maçonaria é feita de pessoas e que essas pessoas, embora sejam iguais em sua essência diferem os caminhos escolhidos, portanto a nossa sociedade não pode ser responsabilizada por caminhos que ela não segue.

    Enviado por Aldo Moniz de Souza | 20 de julho de 2016, 23:23
  19. MEU IRMÃO, MUITO BEM COLOCADA A EXPRESSÃO “SEM O ESQUADRO E O COMPASSO”, ENTENDO QUE A ORDEM DEVA FICAR TOTALMENTE FORA DAS LIDES POLITICAS PARTIDÁRIAS MAS, NÓS MAÇONS, ENQUANTO CIDADÃOS E FORMADORES DE OPINIÃO, DEVERÍAMOS “INVADIR” OS PARTIDOS POLITICOS, OCUPARMOS A MAIORIA DOS CARGOS E FUNDADOS NOS PRECEITOS MAÇÔNICOS, CONTRIBUIRMOS COM AS DECISÕES DO DESTINO DA NAÇÃO/SOCIEDADE QUE SÃO EFETIVADOS PELO CANAL POLITICO.

    CASO NÃO ESTEJAMOS INSERIDOS NESTE CONTEXTO, CONTINUAREMOS A SER MEROS APRESENTADORES DE PROPOSTAS CONDUZIDOS POR PESSOAS TENDÊNCIOSAS E MUITO BEM ARTICULADAS.

    Enviado por JORGE VALENTIM | 26 de julho de 2016, 7:57
  20. Sou orador da minha loja e sempre defendi o que preconiza nosso ritual embora escute, sempre, que a ordem precisa se modernizar. Gostaria de ter maior contato.

    Enviado por Esdron Guimarães | 26 de julho de 2016, 19:46
  21. Me sinto satisfeito em ver um texto como esse de um Maçon, que com bons fundamentos não exalta a defesa dessas bandeiras que tem sido levantadas em nome da maçonaria.

    Enviado por João Dutra | 24 de agosto de 2016, 16:42
  22. Esse post materializou todo o meu pensamento a respeito do assunto. Parabéns.

    Enviado por Gleriston Estrela | 4 de setembro de 2016, 8:29
    • Como foi dito em comentários acima o movimento tomou sim partido e convido a reflexão, se esse lado que foi “apoiado” amanhã também decepcionar a população brasileira? Não ficará a Ordem com uma imagem manchada também?
      Façamos sim nossas reivindicações e apoios políticos mas longe de nossos templos ou consequências desastrosas podem recair sobre nós.

      Enviado por Gleriston Estrela | 4 de setembro de 2016, 8:49
  23. A maçonaria deve se posicionar em relação a atuAl conjuntura política brasileira.

    Kennyo Ismail – Ou não.

    Enviado por Francisco Bacelar de Melo | 27 de outubro de 2016, 21:19
  24. Em São Paulo temos o GEAP, Grupo Esradual de Ação Política, entidade que une as 3 potências e que apoia através da loja candidatos que assinam um convênio e que prometem seguir certos pré-requisitos . Esse trabalho a longo prazo irá ajudar muito a nação , por isso descordo totalmente do que foi exposto. Os temos mudaram s temos de nos adaptar

    Kennyo Ismail – O fim não justifica os meios. Ainda mais na Maçonaria, que é um sistema de moralidade. Assim sendo, burlar princípios maçônicos universais para viver a ilusão de que se está elegendo candidatos a vereador não se justifica.

    Enviado por Emmerson de Camargo | 25 de novembro de 2016, 23:25
  25. Parabéns, um ótimo post sobre um assunto cada vez mais comum nas rodinhas maçônicas e diga-se de passagem bem polêmico, muito embora, pelos textos que leio em seu blog não lhe falta coragem em abordar qualquer e todo assunto que possa ser exposto à luz da verdade. E isto é o que todo maçom que se preze deveria fazer, novamente meus parabéns. Devo dizer que não concordo totalmente com o que foi exposto, acredito que um inofensivo debate onde dois irmãos de ideologias diferentes possam expor seu pontos de vista, desde que apartidariamente e mesmo estando entre col.:, não deva causar mal algum a harmonia de uma sessão, muito pelo contrário o embate de conhecimentos só agrega. Entretanto sou bem categórico aos princípios fundamentais da nossa Sublime Ordem e de fato prefiro e oriento os irmãos da minha Loja a evitarem assuntos dentro do Templo, fora de Loja entretanto é bem diferente. De qualquer forma seu texto é brilhante e só contribui para o desbaste da PB.: de todos nós. Um fraternal abraço meu caro irmão!

    Enviado por STEVE J. | 9 de dezembro de 2016, 16:34
  26. Muito bem argumentado. Parabéns, texto a ser lido em loja. Fraternal Abraço

    Enviado por Denis da Silveira Nascimento | 29 de dezembro de 2016, 19:19

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