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O grau 33 de Mourão & Conhece-te a ti mesmo

Foi notícia maçônica e não-maçônica a investidura de Mourão, Vice-Presidente da República, ao 33º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, pelo Supremo Conselho de Jacarepaguá (SC33), único no Brasil reconhecido mundialmente.

Mourão, Mestre Maçom (3º grau) regular no Grande Oriente do Rio Grande do Sul (COMAB), foi avançado do 4º ao 32º graus em uma tarde de sábado, na Grande Inspetoria Litúrgica do Distrito Federal, e alguns dias depois foi investido no 33º grau em evento ocorrido em Ijuí – RS, conduzido pelo SC33. Assim, galgou os 30 altos graus do Rito Escocês em menos de um mês, o que, observando os interstícios regulamentares, levaria, pelo menos, seis anos.

A quebra dos interstícios foi concedida pelo Soberano Grande Comendador, Irmão Jorge Lins, utilizando-se de prerrogativa estatutária existente há mais de uma centena de anos. Tal notícia gerou uma série de manifestações de irmãos, em especial em redes sociais, criticando a decisão do Soberano Grande Comendador em permitir tal quebra de interstício, mesmo que legalmente embasada.

Muitas manifestações repetem, em outras palavras, os mesmos argumentos. Segue trechos de alguns comentários reais: “não me foi dada nenhuma ajudinha para chegar onde cheguei”, “desvalorização de quem está nas fileiras há anos cumprindo todas as exigências para alcançar o grau máximo”, “luz demais, para quem não está preparado, pode cegar”, “nossa turma tem mais de 5 anos e só agora chegou ao 32 e vai passar pelo menos um ano para chegar ao 33 e já teve irmão que chegou ao 33 em uma semana”, “todos iguais… mas nem tanto”, “injusto com o maçom médio”, etc.

Credita-se a Freud uma frase que diz “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”. Ao falarem da escalada maçônica de Mourão, os irmãos revelam algo sobre si mesmos: a dissonância cognitiva.

A dissonância cognitiva, em um de seus diferentes espectros, consiste naquela sensação de desconforto que tem-se pelo fato de alguém ter aparentemente sido mais beneficiado com menor ou igual esforço ao seu.

Um exemplo claro é a famosa parábola bíblica da vinha: Um senhor busca trabalhadores para sua vinha em diferentes horários do dia, combinando que pagaria um denário pelo serviço. Assim, uns trabalham o dia inteiro e outros menos, até aqueles que trabalharam apenas 01 hora… e ao final do dia, o senhor pede que todos formem uma fila para receberem seus pagamentos, começando pelos que chegaram por último. Quando os que chegaram primeiro e trabalharam o dia inteiro (ao final da fila) viram que os que chegaram por último e trabalharam apenas uma hora (no início da fila) estavam recebendo um denário, julgaram que receberiam mais do que isso, por terem trabalhado muito mais. Entretanto, receberam o mesmo valor e ficaram indignados com o senhor, que argumentou que havia combinado o valor com eles antes do serviço, e eles tinham aceitado.

Aqueles trabalhadores da primeira hora haviam ficado deveras satisfeitos em conseguir um serviço que lhes garantisse um pagamento ao qual concordaram antecipadamente. Mas eles não demoraram a irritar-se e questionar o acordado com o senhor ao perceberem que outros haviam feito acordo aparentemente melhor. É o mesmo comportamento de uma criança que chora porque a bola de sorvete de seu irmão aparenta ser maior que a sua. Ou de uma mulher que se irrita ao ver em uma vitrine que aquele vestido que ela comprou na semana anterior, achando que tinha feito um ótimo negócio, está ainda mais barato (e foi comprado mais barato por outra mulher). Esse sentimento vil é comum a muitos homens, até mesmo maçons.

Os reclamantes, adeptos dos Altos Graus, têm conhecimento da legalidade da decisão e nenhum deles foi prejudicado ou mesmo afetado pela mesma. Eles não sofreram atrasos na evolução dos graus ou foram sobretaxados por isso. Ainda, não se vê reclamações dos mesmos quanto aos interstícios que eles seguem e as taxas que eles pagam, até porque concordaram com essas questões antes de ingressar. O que incomoda é que aquele outro, que chegou “na undécima hora” foi feito igual a eles, que suportaram o peso dos interstícios e o calor das taxas. Mesmo quando o “outro” é o Vice-Presidente da República. Mesmo quando sua projeção maçônica pode auxiliar na imagem da Maçonaria perante a sociedade.

Não importa se a grama do vizinho é mais verde. Ela é do vizinho, não sua. Não seja mesquinho. Não compare. Cuide de sua vida e faça o seu melhor, sempre. Se você está cursando os Altos Graus, já deveria ter aprendido isso.

25 comentários sobre “O grau 33 de Mourão & Conhece-te a ti mesmo

  1. Discurso bonito não?! Cheio de sabedoria… entretanto existem valores absolutos, não podemos negar, então sem estar participando e vendo esta situação de fora, das nuvens que seja, me diga…. em absoluto, o fato é justo? Para com todos irmãos? Esqueça as reclamações e todo esse papo de que não afeta o que já é acertado para os outros, apenas pense no fato, de fora, e perceba, é realmente justo? Inclusive a referência bíblica, por mais que o acordado com os trabalhadores que trabalharam o dia inteiro e estava acordado ganhar 1 denário, os que trabalharam 1 hora também ganharam 1 denário… nenhum tem prejuízo perante o outro, mas analisando a situação, a obviedade da injustiça é clara… a arrogância precede a ruína, e falsa luz ofusca ao invés de iluminar… repito, o texto parece cheio de razão, mas vazio em verdades. TFA

    Kennyo Ismail – Se você entrou em busca de evolução moral e intelectual, sim. É justo. Não há qualquer injustiça para consigo ou outrem. Mas se você entrou em busca de títulos, aí realmente é bastante injusto. Nesse caso, realmente, como você bem disse, “a obviedade da injustiça é clara”.
    Assim como no post, seu comentário revela muito sobre si mesmo: “valores absolutos”, “não podemos negar”, “vazio em verdades”. Acho temerário essa posição extremamente positivista, de dono da verdade, a ponto de condenar até mesmo uma parábola de Jesus como uma “falsa luz”, para sustentar sua opinião como uma verdade absoluta, inegável e óbvia. De toda forma, obrigado por comentar. TFA.

  2. Excelente análise!!!

  3. O Interticio é auxiliado por antes da necessidade .
    Cada um de nós, antes de olharmos para cima, devemos confirmar que nossos sapatos estão engraçados e nosso terno limpo.

  4. Um baita choque de realidade para muitos, concordo com cada palavra dita pelo irmão.

  5. Parabéns, meu Irmão Inoxidável!!!

    Sensatez e coerência, justiça e verdade, coragem e clareza emprestam suas cores ao texto nos presenteado!!!

  6. Existe a investidura como Doutor Honória Causa aqueles que se destacam, e nem por isto avilta os que labutamos cátedra e na pesquisa. São distinções próprias e reconhecidas. Dom Pedro I também foi exaltado é transformado em GM em prazos exiguos, e isto não afrontou os mestres maçons. Mário Miranda 33, ex presidente de todos corpos, Engenheiro eletricista.

    1. É por fatos como este que a Maçonaria, como instituição iniciática, está na mais franca decadência. A Ordem virou um mero clube recreativo, cheio de pavões exibindo suas plumagens coloridas. É, realmente os tempos mudaram. Eu jamais aceitaria uma “honraria” desta, se fosse um maçom no sentido correto, do significado deste título. Foi um ato deplorável , de uma instituição que, mesmo afirmando ser legal, atinge em cheio o coração dos verdadeiro e abnegados irmãos maçons. Nem mesmo, o Supremo Conselho do GOB, teve a “coragem” de perpetrar essa insanidade.

  7. “Os
    Homens fazem a Ordem, não a ordem é que fazem os maçons.” Portanto, temos o hábito de falar do passado dos maçons memoráveis! O Irmão Mourão é um Homem que ficará na história, por ser grande.

  8. Perfeito, Irmão Kenyo!
    Concordo totalmente contigo.
    TFA
    Ir.’. Oliveira Freitas
    ARLS Templários N⁰ 21

  9. Concordo, porém creio q se a quebra for pelo fato de “sua projeção maçônica pode auxiliar na imagem da Maçonaria perante a sociedade” tem se a preocupação que aconteça tbm o contrário, essa imagem dependerá da situação política/econômica do país.
    Não seria???
    TFA.:

    Kennyo Ismail – Sim. Com certeza. É uma via de mão dupla. Como uma marca que investe em um atleta ou famoso, que pode se envolver em um escândalo. No caso da Maçonaria, que é uma escola de moral, isso deve ser uma preocupação ainda maior. TFA.

    1. Caro Kennyo, mesmo que haja flexibilização no entendimento (supondo que utiliza um recurso didático, levando em consideração os mais diversos níveis de compreensão dos possíveis leitores) é possível que a metáfora utilizada seja avaliada como falsa equivalência? Não pelo fato que traça um comparativo entre a personagem em questão e um atleta, mas sim por meio da analogia entre uma marca comercial (que necessita para concorrer em mercados extremamente competitivos, projetar relevância a partir de associações de troca de valor) e uma instituição secular, humanista, filosófica, filantrópica (sem fins lucrativos) e progressista, a qual em um contexto político onde viceja a democracia não necessita temer qualquer oposição. Ademais, talvez, após um pouco mais de 12 meses da postagem, período que permite um distanciamento suficiente para uma análise mais clara, haja retorno se a “preocupação maior” pôde ser confirmada. Agradeço por vossa Luz e parabéns pelos trabalhos (blog, publicações, eventos..).

  10. Parabéns pelo texto nobre irmão. Ele transcorre de forma justa e perfeita! Sua sabedoria alegra os verdadeiros maçons!

  11. Prezado irmão Prof. Kennyo Ismail. Não dou importância à subida de “foguete” ou como disse o irmão de “elevador” dio irmão MOURÃO. A minha preocupação é com os caminhos da MAÇONARIA neste século – vivido por nós – Estou convencido que ao invés de preocupar com MOURÃO e MOURÕES, devemos preocupar com a inserção da MAÇONARIA na sociedade, isto é, sair do “casulo” do secreto ( tudo está ai ) e, mostrar para as pessoas (profanos) o que é a MAÇONARIA, mas como? através de palestras públicas e/ou concursos literários. Quebrar os paradigmas que sempre foram declinados pelos chamados “inimigos da ORDEM”. A LOJA LIBERDADE UNIÃO E FORÇA (RITO DE YORK) – LUF – 292 – GOMG está programando para 2020 um concurso literário para os estudantes de NEPOMUCENO sobre o tema: A MAÇONARIA E A HISTORIA DO BRASIL. Durante a premiação vamos fazer uma ´palestra pública sobre – MAÇONARIA – e depois aberta a perguntas. Acredito que seja um dos caminhos a percorrer pela SUBLIME ORDEM , sem falar em sinais , toques e palavra (tudo está as claras na mídia) podemos falar sobre MAÇONARIA – FRATERNAL ABRAÇO – ANTONIO JULIANO BREYNER

    1. Parabéns meus irmãos… Ótima iniciativa gostaria de saber mais sobre o concurso.

  12. Trazemos na natureza do velho homem a prerrogativa de nos sentirmos injustiçado por certos fatos, porém em meus estudos maçonicos e na sua essência só encontro o lapidar do meu eu. Desde que não tenha sido algo ilegitmo como nos vemos claramente que não foi, fico feliz em ver a ordem estar se preocupando em consolidar nos dias atuais autoridades e não ficar somente glorificando homens do passado.
    Achei perfeitamente correto a atitude do conselho e cabe a mim que ainda estou no segundo grau ter a paciência para galgar cada degrau de minha escada.
    TFA

  13. Um belo texto, que nos faz refletir sobre nossos egoísmos e vaidades. Devemos sempre lapidar a PB. Parabéns Ir:.

  14. “O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade,” Ernest Hemingway.

  15. Eu lembro que eu treinei karatê por anos. Cheguei á faixa roxa, penúltima cor. Fico me imaginando nesta época. Eu, digamos, faixa amarela. Conhecendo alguns poucos golpes e katás e me oferecem a faixa preta, com certificado e tudo. Eu até iria agradecer, mas… No final das contas, o que eu faria com aquela faixa na minha cintura?

    A faixa aponta um estágio. Eu busco um estágio, não uma faixa.

    Não sei se minha analogia serve para alguém. Mas pra mim, faz tanto sentido.

    Se um colega meu pulasse da faixa branca à preta em uma semana. Só sentiria preocupação com ele. Que peso ele teria que carregar.

  16. Meu sapiente Irmão Kennyo, olá!
    Como já disse em outras oportunidades, sou um grande fã e admirador de seu trabalho, indicando-os sempre que possível e necessário, pois, o considero um dos poucos maçons que enxergam a Sublime Ordem sem fantasias, achismos e afins.
    Entretanto, nesse artigo em específico, discordo de sua visão. Estou no Grau 3 do Rito Brasileiro e, por opção, ainda não pretendo trilhar os Graus Filosóficos. Todos temos nossos próprios caminhos a trilhar e essa caminhada é individual, uns mais rápidos, outros mais devagar… Como dizem, cada um no seu tempo. Não vou entrar no debate político, pois, não é o objetivo desse site. Quanto ao Gen. Mourão, não sei se ele pode ser considerado um exemplo maçônico a ser seguido… Enfim, é assunto para outro tipo de debate.
    Agora, quanto a essa “subida” de Graus do Vice-Presidente, chegando aos Altos Graus em apenas uma final de semana, realmente não acho adequado, e apoio minha opinião em um artigo de um Maçom muito consciente do que escreve, texto esse publicado em dezembro de 2011 no site “No Esquadro”. Conhece? Segue o link:
    https://www.noesquadro.com.br/conceitos/vai-de-escada-ou-de-elevador/
    Ou será que o Valoroso Irmão Kennyo mudou de opinião? Não seria só porque o agraciado com o rápido avanço seja o atual Vice-Presidente, né??

    Muito obrigado e um Grande e Fraterno Abraço.
    Alexandre Amorim.

  17. Perfeita análise , meu irmão e professor!
    Um TFA e SSS.

  18. Irmão Kennyo, entendo a intenção em conferir ao Vice-presidente o mais alto grau de nossa ordem. Os benefícios e a visibilidade que tal fato confere a nossa ordem. Contudo, ao tomar conhecimento desse fato, me veio imediatamente à cabeça o fato envolvendo a iniciação de D. Pedro I, a sua exaltação a Mestre maçom em menos de uma semana e nomeação a Grão Mestres em menos de um mês. Fato que tido por alguns como “golpe” perpetrado por Joaquim Gonçalves Ledo contra José Bonifácio. Fato é que pouco tempo depois de sua investidura como Grão Mestre, D. Pedro proibiu a prática maçônica no Brasil. O tiro saiu pela culatra. Não há duvidas que os benefícios que os irmão de outrora pretendiam são os mesmos os que buscamos. Contudo, uma coisa que a nobre arte nos ensina é que não há atalhos no caminho da perfeição. A História nos mostra que sucumbir as tentações do Poder podem ser perigosas.
    Para mim, essa discussão está meio deslocada. Não se trata uma questão de injustiça para com os irmãos que cumprem o interstício, ou de legalidade do ato. É uma questão de entendimento dos fundamentos de nossa própria Ordem. O que devemos nos perguntar é: Para que existem 33 graus e pq existe o interstício? Aqui tenho que deixar claro que sou simplesmente um aprendiz e posso incorrer em algum erro, posto que meus conhecimentos da nobre arte são limitados. Contudo, me parece que a previsão dos graus na maçonaria decorre da ideia de que o aprimoramento do Homem não se dá de uma única vez. É necessário muito trabalho, estudo e disciplina para vencer os vícios e atingir a perfeição. Com relação ao interstícios, me parece que este existe para que possamos assimilar os ensinamentos de cada grau e possamos torna-los prática corriqueira em nossas vidas. Só da junção dessas duas ideias é que poderemos fazer com que os irmãos efetivamente evoluam em suas vidas. Ainda, se os irmãos são os tijolos que constroem a maçonaria, quanto mais perfeito sejam os irmão, mais perfeita será a maçonaria.

    Portanto, é indispensável para a nossa ordem que os irmãos aprendam, reflitam, assimilem e pratiquem os ensinamentos de cada grau. Dessa feita, as questões que se colocam com a investidura do do Irmão Mourão no mais auto grau é: Será que ele teve condições de aprender, refletir, assimilar e praticar todos ensinamentos em tão pouco tempo?
    Ele é grau 33 de direito, mas será que o é de fato?
    e principalmente:
    É bom para nosso ordem ter maçons de direito ou maçons de fato?
    Na singela opinião de um aprendiz, nossa ordem precisa de maçons de fato, aprendizes de fato, companheiros de fato, mestres de fato e graus 33 de fato. É isso o que trará benefícios duradouros para a nossa ordem, não a proximidade com o poder.

    Kennyo Ismail – Meu Ir. Guilherme, entendo seu ponto de vista e compartilho contigo algumas informações que talvez não tenha conhecimento:
    1) D. Pedro I teria fechado o GOB mesmo sem ser GM.
    2) A maioria dos maçons regulares do mundo tornam-se Mestres em menos de um mês de iniciado.
    3) As maiores jurisdições dos altos graus do REAA no mundo não possuem interstícios até o grau 32, sendo possível, inclusive, ir do 3 ao 32 em um único dia.
    Pode parecer difícil para um maçom médio brasileiro aceitar ou compreender estas duas últimas informações, mas é algo natural em outros países. E se você comparar o nível geral e médio de conhecimento dos graus entre irmãos dessas jurisdições e os da nossa, meu palpite é que eles podem ganhar. Isso porque, uma coisa é você alcançar o grau 32 rapidamente, sabendo que tem a vida inteira para aprender mais sobre todos os graus e que isso é um requisito caso queira alcançar o 33; e outra é você simplesmente cumprir prazos sabendo que, se tiver paciência, chegará ao 33. Em AMBOS OS CASOS, é um processo de autodidatismo que só depende única e exclusivamente de você. Assim, tempo NÃO é conhecimento. Mourão, após aposentar-se da política, terá o resto da vida para aprender os graus, se ele assim quiser. Similarmente, há irmãos que passaram mais de uma década para serem investidos ao grau 33 e pouco sabem. Isso porque Maçonaria não reprova o ignorante… Ela é, basicamente, autodidatismo.

  19. Poderoso irmão Kennyo, concordo plenamente com a investidura do nosso irmão e vice-presidente da república no grau 33 com a quebra do interstício, as honrarias são da mesma forma, como Notório Saber, Honorário, Benemérito, Benfeitor etc ., isso em nada muda seu caráter, sua intenção pelo Brasil, tanto sendo APRENDIZ como grau 33. Vamos torcer e acreditar que ele como MAÇOM POLITICO seja aquele que nos dê orgulho, independente do seu grau.

  20. Am.’. Ir.’. Kenyo, confesso que a leitura da sua publicação me fez refletir sobre uma série de questões sobre o verdadeiro sentido dos Altos Graus no REAA. Contudo, não consigo emitir juízo de valor sobre o que seria “certo” ou “errado”; “justo” ou “injusto”, visto que são conceitos relativos e que dependem da formação particular do indivíduo. Agradeço ao irmão por compartilhar conosco seu conhecimento. Agradeço a fala de cada irmão por contribuírem com suas ponderações. Guilherme Galvão de M. Souza
    MM Loja Acácia de York 4445, Jurisdicionada ao GOB.

  21. Boa noite meu Ir∴!
    Respeito o seu posicionamento, embora sem concordar com ele.
    Parece-me que o Ir∴ está tendo um comportamento mais próximo das vaidades profanas do que da ética maçônica.
    Concordo com o ir∴ quando diz “A quebra dos interstícios foi concedida pelo Soberano Grande Comendador, Irmão Jorge Lins, utilizando-se de prerrogativa estatutária existente há mais de uma centena de anos.”

    Diz o Ir∴ no artigo: “Os reclamantes, adeptos dos Altos Graus, têm conhecimento da legalidade da decisão e nenhum deles foi prejudicado ou mesmo afetado pela mesma. Eles não sofreram atrasos na evolução dos graus ou foram sobretaxados por isso. Ainda, não se vê reclamações dos mesmos quanto aos interstícios que eles seguem e as taxas que eles pagam, até porque concordaram com essas questões antes de ingressar. O que incomoda é que aquele outro, que chegou “na undécima hora” foi feito igual a eles, que suportaram o peso dos interstícios e o calor das taxas. Mesmo quando o “outro” é o Vice-Presidente da República. Mesmo quando sua projeção maçônica pode auxiliar na imagem da Maçonaria perante a sociedade.”
    Essa citação levou-me, em lembrança, ao falecido Ir∴ Zé Rodrix, que em palestra na Loja Luz do Oriente, por ocasião das comemorações dos trinta anos da Loja, faz referência aos 83 IIr∴ que estão no Congresso Nacional. Questiona ele: “Alguma vez vocês ouviram que se reuniu uma bancada maçônica?”. Prossegue ele: “Cometemos um engano. Em vez de tirarmos os melhores homens que temos aqui e levá-los para Brasília, fomos lá e perguntamos quem quer ser maçom.. e segue por aí em diante. Essa palestra está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=DJihz_Hr6N0

    O Gen. Hamiltom Mourão está na Maçonaria há mais de 20 anos. Estacionou no Grau 3 – Mestre Maçom. Parece-me que não teve muito interesse em progredir nos Graus Superiores, ou não teve “paciência”.

    O oportunismo político manifestou-se de modo espantoso pelas condecorações que lhe foram dadas. Note que o gen. Hamilton, conforme já disse, tem mais de 20 anos de Maçonaria, mas precisou tornar-se Vice-presidente da República para a avalanche de reconhecimentos ocorresse.

    “A verdade é que o general da reserva do Exército tem sido homenageado na maçonaria de maneira intensa desde que chegou à vice-presidência. Uma dessas homenagens ocorreu na Confederação Maçônica do Brasil (Comab), da qual Mourão faz parte. Em outra ocasião, foi diplomado e recebeu medalha de reconhecimento maçônico pela loja à que é filiado: República de França.”

    “O militar foi condecorado ainda com a medalha de Benemérito pelo tempo de relevantes serviços prestados à Ordem Maçônica. Comenda “comércio e artes na Idade de Ouro”, a maior honraria concedida pela Loja Comércio e Artes, a mais antiga sede maçônica do Brasil. “

    Meu Ir∴, o que mudou em seu modo de pensar?

    Pergunto isso porque o que o ir∴ em seu artigo VAI DE ESCADA OU DE ELEVADOR? Publicado em 9 de dezembro de 2011, https://www.noesquadro.com.br/conceitos/vai-de-escada-ou-de-elevador/ diz:

    “Para ser considerado apto ao ingresso no grau seguinte, é comum a exigência de requisitos, como presença mínima nas reuniões, apresentação de um trabalho sobre os ensinamentos do grau em que se encontra e passagem por uma sabatina. Em outras palavras, Maçonaria é uma escola.”

    “O Rito Escocês Antigo e Aceito – REAA, o mais conhecido dos maçons brasileiros, é composto por 33 graus. Do primeiro degrau até o topo dessa escada costuma-se demorar, no mínimo, 06 anos. Isso porque existem interstícios a serem respeitados que garantem esse tempo mínimo. Por esse motivo, muitos maçons gostam de chamar o Rito Escocês de “Faculdade de Maçonaria”.”
    “Prossegue o Ir∴ utilizando a analogia com as Faculdades profanas. Salienta o Ir∴ que existe as corruptas onde se pode obter diplomas sem merecimento comparar”
    “Infelizmente, ainda existe esse tipo de faculdade no Brasil e, mais uma vez, na Maçonaria não é diferente. São vários os casos de maçons passando por todos os graus superiores de um rito em um único final de semana. Esse lamentável fenômeno é conhecido por muitos maçons como “Elevador de Jacó”. O termo significa que o sujeito, em vez de subir degrau por degrau, “pega um elevador e vai direto para a cobertura”.”

    “Sendo a Maçonaria uma escola, sua finalidade é ensinar. E sendo o maçom um estudante, seu objetivo é aprender. Sempre que um Corpo Maçônico ou um maçom fugir disso, estará cometendo um crime. Não um crime legal, mas um crime moral. Um crime perante os maçons e instituições maçônicas honestas deste país.”

    “O fenômeno ocorre no Brasil desde a chegada dos primeiros Ritos Maçônicos, há quase 200 anos atrás, e possui permissão estatutária.”

    “No início, tinha-se a desculpa da necessidade de se formar rapidamente uma base para a consolidação dos ritos. Mas atualmente, em pleno século XXI, essa demanda não mais existe.”

    “A “subida súbita” tem servido apenas para atender os caprichos de alguns poucos “profanos de avental”, e sido motivada por interesses políticos das instituições fornecedoras. Os “usuários do elevador” nada sabem e, portanto, nada podem ensinar. Dessa forma, tal prática, assim como ocorre no mundo acadêmico, também é prejudicial ao desenvolvimento da Maçonaria. Mas cabe a cada um dos “estudantes exemplares” trabalharem para a mudança dessa realidade”.

    “Aí, quem sabe, essas “escolas de moral” possam ensinar também com o exemplo.”

    Sem mais…
    TFA!

    Kennyo Ismail – Prezado Ir. Wilson, você diz não concordar com meu posicionamento, mas não diz com o que exatamente não concorda e temo que não concorda com algo que simplesmente não afirmo… Que foi oferecido ao Vice-Presidente uma ida no “Elevador de Jacó”, isso é fato. Assim como é fato que se dependesse de mim, tal benefício não teria sido concedido, por discordar do uso desse instrumento. Então, ao contrário do que questiona, não houve mudança no meu modo de pensar, e nem mesmo é sobre isso esta postagem! Esta postagem é sobre algo que seu comentário corrobora: o incômodo de alguns irmãos sobre o ocorrido pelo juízo de mérito do beneficiado. O trecho do título da postagem, “Conhece-te a ti mesmo”, não é por acaso. A postagem não é sobre a prática centenária do Supremo Conselho, a qual já havia sido objeto de outra postagem, tão bem recordada por você. Esta postagem é sobre esse sentimento que você revelou em seu comentário, o incômodo por julgar que o beneficiado não tinha muito interesse ou não tinha paciência, ou seja, injusto com quem tem interesse e paciência. Você não parece estar incomodado com o Supremo Conselho ter essa prerrogativa estatutária, mas com essa escolha que declarou ser injusta. Se fosse um irmão sem qualquer posição política, há anos dedicado ao REAA, atualmente no grau 18, mas com um câncer terminal, você provavelmente não se importaria. A reflexão desta postagem é sobre esse sentimento, esse julgamento, e o dilema moral nele ocultado. É exatamente aí que se encontra um “comportamento mais próximo das vaidades profanas do que da ética maçônica”, porque esse sentimento que revela é típico do mundo profano, como de um funcionário que se incomoda com um colega que, com menos tempo de empresa e, em seu ponto de vista, menos esforço, é promovido. Aí está a vaidade profana. Sem mais… TFA.

  22. LANDMARK EIGHTH
    The prerogative of the Grand Master to make masons at sight, is a Landmark which is closely connected with the preceding one. There has been much misapprehension in relation to this Landmark, which misapprehension has sometimes led to a denial of its existence in jurisdictions where the Grand Master was perhaps at the very time substantially exercising the prerogative, without the slightest remark or opposition. It is not to be supposed that the Grand Master can retire with a profane into a private room, and there, without assistance, confer the degrees of Freemasonry upon him. No such prerogative exists, and yet many believe that this is the so much talked of right of “making Masons at sight”. The real mode and the only mode of exercising the prerogative is this: The Grand Master summons to his assistance not less than six other masons, convenes a Lodge, and without any previous probation, but on sight of the candidate, confers the degrees upon him. after which he dissolves the Lodge. and dismisses the brethren. Lodges thus convened for special purposes are called occasional lodges,” This is the only way in which any Grand Master within the records of the institution has ever been known to “make a Mason at sight”. The prerogative is dependent upon that of granting dispensations to open and hold Lodges. If the Grand Master has the power of granting to any other Mason the privilege of presiding over Lodges working by his dispensation, he may assume this privilege of presiding to himself; and as no one can deny his right to revoke his dispensation granted to a number of brethren at a distance, and to dissolve the Lodge at his pleasure, it will scarcely be contended that he may not revoke his dispensation for a Lodge over which he himself has been presiding, within a day, and dissolve the Lodge as soon as the business for which he had assembled it is accomplished. The making of Masons at sight is only the conferring of the degrees by the Grand Master, at once, in an occasional Lodge, constituted by his dispensing power for the purpose, and over which he presides in person.

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