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ESQUADRANDO O LIVRO: “O SÍMBOLO PERDIDO”

O tão comentado livro “O Símbolo Perdido” de Dan Brown tem seu enredo construido sobre a Sublime Ordem Maçônica, com olhar especial sobre o Rito Escocês. O ápice da trama ocorre no Templo do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Jurisdição Sul dos EUA, localizado em Washington-DC.

Se a leitura é interessante aos não-iniciados na Maçonaria, se torna ainda mais interessante aos maçons. Dan Brown não mediu esforços em suas pesquisas, e suas explanações bem construídas conseguem levar a mente daqueles que são adeptos do Rito Escocês para dentro das reuniões e ritualísticas ali mencionadas quase que como numa realidade virtual.
Porém, é natural que alguns erros sejam cometidos, talvez até mesmo com a intenção de que a ficção se tornasse ainda mais interessante. Essas são algumas das informações erradas sobre a Maçonaria que estão presentes no livro:

  • O livro deixa a entender que existe apenas um Supremo Conselho do REAA para todos os EUA, com sede em Washington,DC. Na verdade, há dois Supremos Conselhos do REAA regulares nos EUA, conhecidos como “da Jurisdição Sul” e “da Jurisdição Norte”. Os EUA são o único país onde essa exceção é permitida. Parte da trama ocorre no Supremo Conselho “Jurisdição Sul”, que é o primeiro e o maior do mundo em número de membros.
  • O dirigente do Supremo Conselho do REAA é o “Soberano Grande Comendador”. No livro consta como “Supremo Venerável Mestre”.
  • Ao contrário do que consta no livro, o Grau 32 não é concedido em Loja Maçônica. Apenas os Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre são concedidos em Loja. Os demais graus do REAA são concedidos em Loja de Perfeição, Capítulo Rosa-Cruz, Conselho Kadosh e Consistório. No caso do Grau 32, o mesmo é concedido num Consistório.
  • O emblema do Rito Escocês é a águia bicéfala, enquanto que em certa parte do livro consta como a Fênix. 
  • O anel do Grau 33 tradicionalmente é composto pela união de 3 aros da mesma largura, tendo sobre eles um triângulo com a inscrição interna “33”. O livro descreve o anel como tendo uma “fênix bicéfala” segurando uma faixa com os dizeres “Ordo ab Chao” 

De qualquer forma, “O Símbolo Perdido” é lazer garantido a todo bom maçom em busca de prazer na leitura. Prepare-se para se identificar com o conteúdo e se envolver com a estória, além da vontade de estar entre Colunas a cada capítulo concluído.

6 comentários sobre “ESQUADRANDO O LIVRO: “O SÍMBOLO PERDIDO”

  1. Li este livro, é muito interessante como Dan Brown aborda a temática central, não só em O Símbolo Perdido, como em outros livros de sua autoria.

  2. Maravilhoso e instigante impossivel parar de ler Dan é um genio aguardo com muita ansiedade o lancamento do filme Robert Langdon muito melhor que Indiana Jones.
    Pra mim o mais interessante do Livro é saber o que é o símbolo perdido
    Recomendadissimo!
    e as criticas que se danem.

  3. Uma boa leitura de ficção!

  4. Imagino que o livro em si, traga certo furor de jovens com o intuito de ingressarem na Ordem. Quando o filme for lançado e exibido, entretanto, talvez gere um interesse massivo na Maçonaria, em todos os setores da sociedade.

    Não sei se isso será bom ou ruim. É esperar para ver.

  5. Parabéns

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