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PROBLEMAS NA CASA DA VOVÓ GOBETI

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real é mera coincidência.

Meu nome é Mano Brasileiro e sou um orgulhoso membro de uma graaaaande família. Como todo bom neto, amo minha avó tanto quanto amo minha mãe. Isso porque minha mãe exerce diariamente a autoridade dela sobre mim; enquanto que minha querida vovó, a Gobeti, só me presenteia com amor e histórias interessantes sobre seus anos dourados. A vovó Gobeti é viúva, mas não tá morta… Tanto que ela troca de namorado quase que periodicamente. O atual, José, já está com ela há mais tempo do que a família gostaria… Recentemente, ele foi pego falando mal de uma parente nossa, a Carla Maria Isabel, que acostumamos chama-la apenas pela sigla, CMI. A CMI nunca fez mal para ninguém, mas o José saiu falando por aí que ela andava com qualquer um. Sorte a dele que a CMI é gente boa e já o perdoou.

Mas vocês não vão acreditar na última desse namorado abusado da vovó Gobeti… Ele comprou um carro importado com o dinheiro da vovó! Acredita??? E isso que ela vive da vaquinha feita mensalmente entre os parentes. O José teve a audácia de dizer que o carro é pra leva-lo da casa dele pra casa da vovó… Vai contar essa logo agora, que existe Uber Black? Não cola! Além disso, não poderia ser um carro popular? Ou, pelo menos, um intermediário? Tinha que ser um carro-ostentação, de mais de 150 mil reais? Isso definitivamente não combina com os valores preconizados por nossa família… Muitos dos parentes, que vivem se manifestando contra o mal uso do dinheiro público pelos políticos, os auxílios abusivos recebidos por algumas categorias de servidores públicos, estão agora constrangidos com esse telhado de vidro na própria casa!

Enfim, não preciso dizer que a família está possessa. Só não vão fazer uma intervenção na vovó Gobeti porque isso a machucaria muito e sabemos que o namoro com o José está com os dias contados. Nem ela aguenta mais ele. E quando ele rodar, esperamos que ela venda esse carro importado antes mesmo do novo namorado começar a usar e se apegar. Assim, ela poderá usar esse dinheiro para coisas mais úteis, como a caridade que ela sempre gostou de fazer e há muito tempo não faz, por conta do José, que não deixa.

E pra piorar, está circulando a notícia de que, no último final de semana, na reunião da Saflácida, escola de samba onde José foi criado, ele andou falando mal da CMI novamente, reclamando de uma pesquisa que ela está fazendo na família e que ele tem medo de que apareça ainda mais coisas ruins sobre ele. Estamos torcendo para não ser verdade… Porque, se for, ele provavelmente vai ficar um bom tempo sem poder pisar na casa dela e na de muito parente!

Vamos poupar a vovó Gobeti porque nós, membros da família Brasileiro, da qual ela é a matriarca, a amamos demais. E vamos torcer para que o próximo namorado dela não seja da mesma laia que esse…

11 comentários sobre “PROBLEMAS NA CASA DA VOVÓ GOBETI

  1. Justo e perfeito!

  2. Sou da família. E todo domingo tem a tradicional macarronada com frango, no último a irmandade reunida assuntou muito sobre eleições, jurisdicionalização da política, seletividade das autoridades em relação as denúncias de irregularidades, especulou-se quais outros estados sofrerão intervenção pelo poder executivo, claro, não só de assuntos da republica falou-se a mesa, a boca miúda comentaram que o Zé de Vó Gobeti, anda tocando demanda e falando grosso na casa dos parentes, mais só daqueles que torcem contra o namoro.
    Com todos os dramas que vovó viveu desde antigamente, penso que aprendemos a ter receio de admitir que ela está em mais uma relação abusiva, uns porque devem favor, outros obrigação. Mas ficou evidente mesmo, que boa parte da parentalha não quer saber de questões comezinhas de família, mas sim, da situação política do país.
    Estes almoços terminam sempre entre lamentos melancólicos e ranger de dentes, nostalgia falaciosa sobre quando, acreditam muitos, mandávamos nas decisões nacionais.

    1. o GOB sempre foi uma instituição maçônica política e uma feira de vaidades. Haja visto,que desde D.Pedro, abraçou causas inúteis para agradar poderosos. Embora não concordem a Maçonaria acabou no mundo. No Brazil, há 10 anos, qdo VVMM começaram a vender iniciações para Zé Manés.

  3. Rindo até 2025…
    Mas falando sério, espero que tudo acabe bem para a família, sem cisões ou com decisões que não sejam democráticas.

  4. Esse é meu irmão. Sempre com muita luz

  5. Como se costuma dizer, ‘tragédia anunciada’!

  6. Vejo mais fraternidade em motoclube do que na maçonaria.

  7. Meus irmãos, com o falecimento do candidato de situação, como está a situação do relacionamento da vovó? Mesmo sendo de um lado deserdado da família, me preocupo com os rumos da mesma.

    TFA!

  8. O problema é que as “práticas do José”, não estão somente com ele, ou na “casa da Vovó”, infelizmente, o que impera na maioria das potências (deve haver exceções, mas desconheço), é uma politicagem acachapante, onde irmãos discutem cargos e distinções, que é de dar inveja no mundo profano…

    Um pequeno exemplo: a Ordem, de forma geral, aboliu as distinções profanas, porém, as distinções permanecem no imaginário, pois, é uma procissão de “Pod:. Irm:.” daqui, Pod:. Irm:.” pra lá, de gente se amontoando no oriente…que chega a desanimar, (…) “Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade (Eclesiastes 1:2)

    Temos de discutir e refletir mais em C:. do M:. as passagens do livro “História da maçonaria para adultos” e praticar, de fato, o que prega nossos rituais e não ficar batendo malhete em Loja, lendo o ritual e nada assimilando do que está escrito, usar menos da retórica vã e inútil e lembrar de nosso juramento e compromisso solene assumido no momento pelo qual todos nós passamos quando de nossa entrada na Ordem! Menos Ágape (em que pese sua importância), mais ritualística e trabalho!

    Desculpem pelo desabafo, mas trata-se de cada um de nós fazer a sua obra, desbastar, re-desbastar e desbastar novamente e constantemente a P:.Br:.de cada um!

    TFA
    Irm Alessandro

  9. Carro de 150 mil, meu Deus…onde chegamos!

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