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Grandes Lojas de Geórgia e Tennessee perdem reconhecimento

Ontem publiquei matéria aqui no blog quanto a polêmica envolvendo as Grandes Lojas da Geórgia e do Tennessee por vetarem o ingresso de homossexuais em suas jurisdições e as reações de algumas Grandes Lojas e até mesmo do Supremo Conselho do REAA da Jurisdição Sul dos EUA.

As reações têm sido rápidas e duras. Anteontem a Grande Loja da Califórnia e a Grande Loja do Distrito de Columbia romperam relações com Geórgia e Tennessee. A decisão foi divulgada ontem, posteriormente à publicação da matéria aqui no NoEsquadro.

Agora foi a Grande Loja da Bélgica, que suspendeu as relações com a Grande Loja da Geórgia e informou estar investigando se a posição da Grande Loja do Tennessee é oficial. Caso positivo, as relações também serão suspensas.

E não parará por aí…

 

Muitos foram os representantes brasileiros presentes na recente Conferência de Grão-Mestres da América do Norte e que presenciaram as manifestações e discussões sobre o assunto. Como afirmado ontem, está na hora das Obediências Maçônicas brasileiras despertarem para a necessidade de se debater este tema, assim como o dos deficientes físicos. Estamos no século XXI e não podemos mais adiar questões tão inclusivas e humanitárias. Essas questões estão batendo à nossas portas.

9 comentários sobre “Grandes Lojas de Geórgia e Tennessee perdem reconhecimento

  1. percebe-se o quão difícil será pela ausência de comentários já aqui neste post… rsrss

    1. Irmao Rodolfo, na verdade acho que quase não terá comentários pq é um tema considerado tabu.

  2. Por estas e outras razões, adormeci há mais de 2 anos.
    Impossível e injustificável a aceitação de gays e deficientes físicos. Esta praga do ” politicamente correto” invadiu a nossa Sagrada Ordem e contaminou o nosso maior princípio de lutar contra os vícios e enaltecer as virtudes.
    Como aceitar um vicio pernicioso de homem deitar com outro homem, praticar um sexo doentio e não natural,que conduz a extinção da espécie.

    Kennyo Ismail – E qual seria o “vício pernicioso” do deficiente físico? Fico feliz por sua decisão. Você prestou um grande serviço para a instituição.

    1. Acrescento, com conhecimento de causa – pois maçom do GOB e Vice-presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB da 17 Subseção da OAB/SP – que não existe nada que caracterize um vício tanto na deficiência física / mental quanto na homossexualidade.

      Aliás, a Alemanha nazista (que exterminava maçons) foi destruída com a ajuda essencial de um homossexual: Alan Turing…

      Ou a maçonaria entra no século XXI ou permanecerá, quando muito, apenas nos livros de história.

      Atitude correta das potências que retiraram o reconhecimento das Grandes Lojas do Tenesse e Geórgia.

      Exemplo que deveria ser seguido pela UGLE e GOB.

    2. Como os gays poderiam causar a extinção da especie humanoide? fiquei curioso…rsrs.
      Na grande maioria dos casos o que mais odiamos nos outros é o que temos de mais forte dentro de nós, o profundo conhecimento das leis de Deus ou da física podem comprovar tal afirmação.
      É claro que acharemos que a intenção da mãe natureza era de criar apenas seres perfeitos, porém não é assim que acontece.
      O universo não reconhece bases morais ou dogmas, e as variantes são grandes…
      Pelo simples fato de que a identificação é uma característica exclusivamente do intelecto do homem.
      Não alcançamos ainda uma tecnologia para modificar geneticamente nosso corpo, assim no futuro podendo modificar o gay por sua escolha a passar a ter atração pelo sexo oposto por exemplo.
      Sexualidade é algo muito complexo um homem pode ter diversos níveis e direções sexuais e as vezes até ser assexuado(sem interesse por sexo).
      Sendo assim, acredito que o que importa mesmo é a pessoa possuir um corpo masculino, mas ai fica a questão, a maçonaria aceitaria uma mulher transexual de gênero masculino? dado que pela ciência é reconhecido como sendo um homem que possui um defeito genético que nasceu em um corpo de mulher. Então onde estaria a base pra se decidir algo assim?
      Abraços.

      1. Acho que a situação do homem transexual deve ser relativamente fácil de ser respondida.

        Existem homens que devem ser castrados quando acometidos por câncer de próstata.

        Neste caso, por exemplo, o homem em questão possui menos testosterona em seu corpo que um homem transexual.

        Entendo que ambos devem ser considerados homens. Possíveis candidatos à iniciação maçônica.

        Kennyo Ismail – Essa é uma visão, digamos, “hormonal”. Nesse sentido, pergunto: uma mulher que possui um distúrbio hormonal, tendo o mesmo nível de testosterona de um homem, deve ser considerada homem? Ainda, o conceito de homem é equivalente ao conceito de “macho humano”, ou seria um conceito social?

        1. Transexualidade refere-se à condição do indivíduo cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento e que procura fazer a transição para o gênero oposto através de intervenção médica (administração de hormônios e cirurgia de redesignação sexual).

          No âmbito jurídico, é possível alterar os documentos de identificação.

          Então, temos uma situação de um verdadeiro homem, com testosterona compatível com o homem saudável e órgão reprodutor masculino. Sendo que a diferença existente e permanente reduz-se à esterilidade do sujeito, comum entre muitos maçons não transexuais.

          Portanto, não vejo óbice para a iniciação maçônica de pessoa com documentos que constando o sexo masculino e que se identificam com o gênero masculino desde o nascimento.

          Pois, para essas pessoas, faltavam-lhe apenas a redesignação sexual e o tratamento hormonal.

          Importante notar, que até mesmo no Irã e nações onde a lei islâmica “sharia” é adotada, o transexual com a devida redesignação e tratamento hormonal, além da alteração documental, passaria imperceptível e portanto não punido, diferentemente do que ocorre com homossexuais masculinos.

          Logo, concluo que o transexual possui condições psicológicas para a iniciação, ademais, com a documentação e cirurgia, é bem provável que haja transexuais iniciados em potências regulares da maçonaria sem que paire quaisquer dúvidas sobre a transexualidade do mesmo.

          Importante frisar que transexual masculino é condição diversa de ‘travesti’, ‘cross dresser’ e ‘drag queen’.

          Devido o fato do transexual ter nascido com a identidade de gênero masculina, e que mediante intervenção médica (cirurgia e hormonioterapia) e jurídica (alteração nos documentos de identificação), fez a transição para o gênero oposto.

          Ademais, é possível até mesmo o casamento com mulher.

          1. 17/07/2018

            https://bibliot3ca.com/2018/08/01/extra-extra-profunda-mudanca-na-maconaria-inglesa/

            “Política de Troca de Sexo

            1. ESCOPO

            Esta política estabelece a abordagem da GLUI para as questões levantadas para a Maçonaria por redesignação de gênero (troca de sexo).

            Ela se destina a ajudar a orientar as Lojas em sua tomada de decisão. Ela não impõe regras vinculantes e embora dê alguma orientação geral sobre a lei de discriminação, não constitui aconselhamento jurídico.

            Esta Política não tenta abordar todas as questões relativas ao gênero que possam surgir, à medida que redesignação e transição de gênero se tornam mais comuns em uma sociedade em mudança e quando
            eles precisarão ser tratados de acordo com os princípios Maçônicos de legalidade, gentileza etolerância.

            2. PRINCÍPIOS GERAIS

            É importante que qualquer situação envolvendo redesignação de gênero de um Maçom seja tratada com maior compaixão e sensibilidade e que o indivíduo seja apoiado durante todo o processo.

            Se um maçom membro da GLUI deseja mudar de gênero e se tornar uma mulher, esperamos que o Maçom receba o total apoio de seus irmãos.

            A privacidade do indivíduo deve ser respeitada e normalmente não haverá necessidade de informar o Grande Secretário Metropolitano, Provincial ou Distrital ou o Grande Secretário sobre esta mudança.

            PEDIDOS DE ADMISSÃO
            Um candidato à admissão na Maçonaria sob a jurisdição da GLUI deve ser homem. Caso uma pessoa que tenha sofrido mudança de sexo e se tornado homem se candidate a tornar-se um Maçom, então seu pedido deve ser processado da mesma maneira que para qualquer outro candidato do sexo masculino.

            Qualquer candidato qualificado para admissão pode ser proposto como membro de uma loja particular de acordo com as disposições das Regras contidas no Livro das Constituições.

            Nenhum candidato deve ser submetido a perguntas sobre seu gênero, o que possam fazer com que se sintam desconfortáveis.

            CONTINUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO
            Um Maçom que depois da iniciação deixa de ser homem, não deixa de ser Maçom.

            Esperamos que os maçons ajam com compaixão e sensibilidade em relação a seus companheiros Maçons.

            Esperamos que nenhum Maçom se envolva em conduta indesejada em relação à redesignação de gênero real ou percebida ou a transição de gênero de outro Maçom.

            Tal conduta não só seria não-maçônica mas também seria ilegal se ela tiver o objetivo ou efeito de violar a dignidade ou de criar um ambiente intimidador, hostil, degradante, humilhante ou ofensivo para a vítima.

            DEMISSÃO DA MAÇONARIA
            Um maçom que se torna uma mulher não é obrigado a se demitir da loja.

            Se uma pessoa se demitir da Maçonaria, ela e seus dependentes não poderão mais terão direito a alguns dos benefícios concedidos pelas instituições de caridade maçônicas agora ou no futuro.

            EXCLUSÃO DE UMA LOJA
            Uma Loja pode votar para excluir qualquer membro por causa suficiente. Os seguintes fundamentos constituem uma discriminação ilegal e, portanto, nunca poderiam constituir causa suficiente:

            O fato de que um membro ter legalmente se tornado uma mulher;
            Uma crença equivocada de que um membro tenha legalmente se tornado uma mulher;
            O fato de um membro estar em processo de transição de homem para mulher; ou
            Uma crença equivocada de um membro estar em processo de transição de homem para mulher.
            De maneira semelhante, uma Loja não deve tentar persuadir um membro a se demitir da Loja ou discriminar contra um membro com base em qualquer um desses motivos.

            Uma Loja não pode, em momento algum, exigir que um membro prove que ele é legalmente um homem.

            ALTERAÇÕES
            A lei e o que é considerado a melhor prática nesta área estão se desenvolvendo rapidamente.

            Esta política pode ser alterada de tempos em tempos, assim, por favor, certifique-se de que você está se referindo à versão mais recente.

            Data da aprovação: 17 de julho de 2018”

  3. A única coisa doentia neste site é o comentário do profano de avental: Dennis Freitas.

    Atitude correta das potências/obediências que retiraram o reconhecimento das Grandes Lojas do Tenesse e Geórgia.

    Obs. Homossexualidade deixou de ser considerada doença em 17/05/1990 pela OMS. Consequentemente foi retirada da CID.

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